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Terno na mão, calcinha no chão: festa com prefeitos de todo o país em Brasília é regada a "sacanagem luxuosa" e prostituição

Blog Dedé Montalvão / Metrópoles
Terno na mão, calcinha no chão: festa com prefeitos de todo o país em Brasília é regada a Rebeca Santos

A coluna Na Mira do Metrópoles acompanhou duas madrugadas de sedução, cifrões elevados dos políticos para o “sexo premium”  

Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 22/05/2026, às 07h34


A rigidez dos protocolos, a gravata bem apertada e as longas discussões sobre orçamento reúnem mais de 15 mil prefeitos, vereadores e secretários municipais em Brasília. Mas quando o sol se põe e as agendas oficiais da 27ª Marcha dos Prefeitos terminam, o lado sério fica de lado.

É à noite, na capital, que começa o verdadeiro “orçamento secreto”: festas regadas a espumante, roupas provocantes e transações caras.

Durante duas madrugadas seguidas, a coluna Na Mira do Metrópoles acompanhou de perto esse circuito de “prostituição premium”. O que se viu foram prefeitos e comitivas em busca de sexo de luxo.

Houve uma grande mudança neste ano. Antes, esse tipo de programa acontecia em boates discretas e escuras. Agora, os prefeitos passaram a negociar abertamente em restaurantes sofisticados à beira do Lago Paranoá. Esses locais viraram o principal ponto de encontro.

Muitas garotas de programa deixaram o pole dance de lado e foram direto para as portas e varandas desses restaurantes para abordar os clientes.

“Oi, vocês estão querendo companhia? Vamos sentar e tomar alguma coisa?” – as duas perguntas se repetiram como um mantra no início da noite, na porta de um badalado restaurante à margem do lago, e a coluna monitorou o movimento de forma estritamente discreta.

As profissionais se dividiram em dois estilos: Algumas usavam roupas “executivas comportadas”, como calças de alfaiataria e blusas discretas, para se misturar facilmente com o público normal. Outras apostavam na “sedução explícita”, com vestidos colados, saias curtas e fendas bem marcadas.

Sozinhas ou em duplas, elas circulavam entre as mesas. Quando o negócio fechava, os casais saíam de mãos dadas em direção aos carros de luxo estacionados.

Garçons também ajudavam no esquema. Em troca de boas gorjetas, eles indicavam as mesas dos prefeitos e faziam as apresentações discretas.

Uma boate de luxo da região criou uma estratégia nova: pagava R$ 100 por cabeça para cada motorista de aplicativo que levasse clientes que realmente entrassem no local. Se o motorista levasse cinco prefeitos, por exemplo, recebia R$ 500 na hora via Pix. Essa ideia fez a boate lotar.

A coluna teve acesso a um “manual de etiqueta e abordagem” que circula em grupos de WhatsApp de motoristas de app. O foco é ser sofisticado, discreto e garantir privacidade total aos políticos.

Metrópoles
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1. Identificar a janela de oportunidade
O manual orienta a não forçar o diálogo. O motorista deve avaliar se o passageiro está sociável. Puxa-se o assunto naturalmente com ganchos cotidianos: “Vai curtir a semana ou veio só a trabalho?” ou “O movimento de festas está grande hoje, né?”. Se o cliente morder a isca e disser que procura exclusividade ou descanso pós-evento, a rota começa a ser traçada.

2. Indicação indireta (retirando a pressão)
Em vez de sugerir o programa diretamente, o motorista “vende” a reputação do ambiente: “Se o senhor curte shows de pole dance e um ambiente selecionado, tem uma casa noturna excelente. Vale a pena conhecer, é considerada a melhor de Brasília”.

3. Verniz do “networking” e business
Para atrair o público de alto escalão, que valoriza a discrição, o ambiente é pintado como um reduto de negócios descontraídos:

“O ambiente é super reservado, costuma frequentar muito o pessoal do meio empresarial e corporativo, políticos que querem fazer um networking mais descontraído e relaxar assistindo a shows de modelos jovens a cada 10 minutos”

Vende-se a segurança de que o político não será visto por opositores: “Muitos passageiros do seu perfil elogiam a estrutura, tem camarotes privativos para quem busca total discrição e fica a menos de 5 minutos do Setor Hoteleiro”.

Classificação Indicativa: Livre

Rebeca Santos

Rebeca Santos

Rebeca Santos, graduada em Comunicação Social e pós-graduada em Ciência Política e Análise de Dados Eleitorais. Com passagem pela Secretaria de Estado da Bahia como Coordenadora de Comunicação, fui vencedora da 12ª edição do Prêmio Vladimir Herzog. Integrei a organização Elas no Poder. Atualmente, repórter de política no BNews e editora de política no site Fala Cajazeiras.

Bnews


Nota da Redação Deste Blog - 

EDITORIAL: Festas, Luxo e Prostituição Premium – A Noite Secreta da Marcha dos Prefeitos em Brasília


Por José Montalvão 


Há décadas repete-se a célebre e dolorosa frase de que "o Brasil não é um país sério". E como cansa ter que dar razão a essa máxima dia após dia. Quando o cidadão pensa que o noticiário atingiu o limite do absurdo — dividindo-se entre escândalos de corrupção e desvios bilionários —, a capital federal consegue se superar. O palco da vez é a 27ª Marcha dos Prefeitos, um evento que, na teoria, deveria servir para buscar melhorias para os municípios, mas que, nos bastidores da noite, transforma-se em um tapa na cara do trabalhador brasileiro.

Enquanto o cidadão comum amarga impostos altos e serviços públicos precários, prefeitos e comitivas de todo o país desembarcam em Brasília bancados pelo dinheiro suado do povo. São passagens aéreas, diárias gordas, hotéis de alta categoria e banquetes nos restaurantes mais caros da corte, tudo pago pelo erário. Mas o verdadeiro escândalo começa quando o sol se põe.

O "Orçamento Secreto" das Madrugadas de Brasília

Durante o dia, a rigidez dos protocolos, as gravatas bem apertadas e os discursos inflamados sobre orçamento reúnem mais de 15 mil prefeitos, vereadores e secretários municipais. Porém, uma investigação detalhada e corajosa da coluna Na Mira, do portal Metrópoles, revelou que, terminada a agenda oficial, a seriedade é deixada de lado. É na calada da noite que entra em vigor um tipo deplorável de "orçamento secreto": festas regadas a espumante e um circuito de "prostituição premium" voltado para prefeitos e suas comitivas em busca de sexo de luxo.

O monitoramento discreto realizado durante duas madrugadas seguidas flagrou uma mudança de comportamento assustadora neste ano:

  • Balcão de Negócios Escancarado: Se antes esse tipo de programa ocorria em boates discretas e escuras, agora os prefeitos negociam abertamente em restaurantes sofisticados à beira do Lago Paranoá. Esses locais viraram o principal ponto de encontro.

  • Abordagem Direta: Garotas de programa deixaram o ambiente das boates e foram para as portas e varandas desses restaurantes abordar os políticos. Frases como "Oi, vocês estão querendo companhia? Vamos sentar e tomar alguma coisa?" repetiam-se como um mantra.

  • Disfarce Executivo: Para se misturarem ao público, muitas profissionais adotaram roupas no estilo “executivo comportado”, como calças de alfaiataria, enquanto outras apostavam na sedução explícita. Após fecharem o negócio, casais saíam de mãos dadas em direção a carros de luxo.

  • Cumplicidade e Esquema de Pix: Garçons, em troca de gorjetas generosas, indicavam as mesas dos prefeitos e faziam as apresentações. Além disso, boates de luxo criaram uma estratégia agressiva: pagavam R$,100 por cabeça via Pix para motoristas de aplicativo que levassem gestores que efetivamente entrassem no estabelecimento — gerando uma verdadeira corrida de transporte voltada aos políticos. Um "manual de etiqueta e abordagem" circulava em grupos de WhatsApp de motoristas para garantir discrição e privacidade total aos prefeitos.

O Tapa na Cara do Eleitor em Ano de Eleição

O que causa maior repulsa em todo esse cenário de depravação com o dinheiro público é o timing de tudo isso. Estamos em pleno ano eleitoral, momento em que muitos desses mesmos prefeitos, vereadores e secretários que desfrutam do luxo e da luxúria na capital federal estarão batendo de porta em porta no interior do Brasil, pedindo votos.

Pior: muitos deles usarão essas prefeituras como trampolim para eleger e reeleger seus aliados para cargos de deputados e senadores, perpetuando o mesmo sistema que financia a farra de Brasília. É a mais pura demonstração de desrespeito com o eleitor, que muitas vezes não tem um remédio no posto de saúde ou uma estrada digna para escoar sua produção, mas paga, sem saber, o espumante e a noitada do governante.

Conclusão: Que País é Esse?

Diante de tanta desfaçatez, a pergunta que ecoa na mente de cada brasileiro de bem é uma só: que país é esse?

A Marcha dos Prefeitos deveria ser um instrumento de vanguarda municipalista, de planejamento técnico e de busca por recursos para o povo da zona rural e das periferias. Em vez disso, o que se vê nos bastidores é a transformação da dor do contribuinte em moeda de troca para o prazer de luxo. O povo não é bobo e precisa usar a única arma legítima que possui para dar um basta nessa pouca vergonha: o voto consciente, varrendo da vida pública quem confunde o palácio do governo com o balcão da jogatina e da imoralidade.

Blog de Dede Montalvão: Denunciando os excessos do poder e defendendo a moralidade com a força da verdade.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025


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