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Paulo Afonso,03/07/2026

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Modelo de ACM Neto em Salvador: Prefeitura paga R$ 12,5 milhões, não entrega escola para crianças autistas e recontrata mesma empresa

Redação
Modelo de ACM Neto em Salvador: Prefeitura paga R$ 12,5 milhões, não entrega escola para crianças autistas e recontrata mesma empresa Divulgação

A Prefeitura de Salvador, comandada por Bruno Reis e apresentada por ACM Neto como exemplo de gestão, voltou a contratar a empresa que não concluiu a Escola Municipal do Curralinho, prometida há cinco anos para atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Depois de pagar mais de R$ 12,5 milhões, rescindir o contrato anterior e deixar a unidade sem funcionar, a gestão municipal oficializou um novo contrato de R$ 6,75 milhões com a Nordeste Engenharia. Com o novo valor, o total destinado à escola supera R$ 19 milhões, enquanto crianças autistas seguem sem a unidade prometida.


A obra foi anunciada em 2021 e deveria receber 800 alunos em 2023. Até hoje, a escola não atende uma única criança. Os repasses despencaram ano a ano: R$ 4,3 milhões em 2023, R$ 2,6 milhões em 2024 e apenas R$ 296 mil em 2025, sinal de abandono progressivo da obra. A pergunta que não quer calar é simples: por que a Prefeitura não concluiu a escola, cancelou o contrato e agora recontrata a mesma empresa?


O abandono do Curralinho não é caso isolado. Um dia antes de oficializar o cancelamento do contrato, a gestão municipal fechou a Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar, no Rio Sena, mesmo após protestos da população e recomendação do Ministério Público da Bahia para que a unidade continuasse funcionando. Os dois casos revelam o mesmo padrão na capital: abandonar escolas enquanto se vende eficiência nas redes sociais.


Foto: Reprodução do Diário Oficial 

ACM Neto se cala diante do que acontece na cidade governada por seu grupo político. Para as famílias de crianças autistas, marketing não abre sala de aula, não garante acompanhamento especializado e não substitui uma escola em funcionamento.


O contraste com o Governo do Estado é direto. Enquanto Salvador acumula promessa descumprida, contrato rescindido e escola fechada, o governador Jerônimo Rodrigues já inaugurou mais de 700 escolas de tempo integral em todas as regiões da Bahia.




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