Emiliano José
DERROTAR O GOLPE, VENCER A BARBÁRIE, ELEGER LULA
As forças democráticas e de esquerda são chamadas a se movimentar, se manifestar, imediatamente. Não se aceita o silêncio, a omissão diante de tal ameaça. De ninguém com espírito democrático. Pelas redes sociais, nas ruas, onde couber, trata-se de defender a democracia contra essa óbvia tentativa golpista. A cadela do fascismo sempre está no cio.…
Nenhuma dúvida: há um nítido golpe em andamento. Iniciativa do ministro André Mendonça, a conturbar o processo democrático brasileiro, a menos de um mês das eleições, e encontrando parceria em áreas minoritárias do STF. Urge reação do governo e da sociedade brasileira, cujas iniciativas devem colocar freio à tentativa de volta da barbárie, regresso dos mesmos golpistas de 2023.
As forças democráticas e de esquerda são chamadas a se movimentar, se manifestar, imediatamente. Não se aceita o silêncio, a omissão diante de tal ameaça. De ninguém com espírito democrático. Pelas redes sociais, nas ruas, onde couber, trata-se de defender a democracia contra essa óbvia tentativa golpista. A cadela do fascismo sempre está no cio. E deve sempre ser combatida.
Do lado do golpe, já há movimentações favoráveis, entre as quais a de uma parcela do empresariado, entidades de tradição conservadora e de extrema-direita, dispostas a embarcar em qualquer aventura antidemocrática porque acostumadas ao autoritarismo, ao bolsonarismo e à ditadura. Parecem pretender criar um clima semelhante a outros momentos de nossa história, prévios a arreganhos ditatoriais.
Curioso tenha havido até acenos à intervenção militar, como a feita recentemente pelo jornalista Merval Pereira, a chamar comandantes militares à cena, como se pudessem ser, outra vez, poder moderador, e nós sabemos no que isso termina. Temos de criar um dique a tudo isso, e garantir as eleições, a vitória de Lula, para o Brasil seguir o destino de uma Nação voltada a atender às necessidades do povo.
Essa movimentação bolsonarista, liderada por André Mendonça, tem uma explicação. Matéria do Diário do Centro do Mundo, de 7 de setembro, assinada por Laura Jordão, baseada em pesquisa da Quaest, indica Lula com 36% das intenções de voto contra 29% de Flávio Bolsonaro, também conhecido como Tariflávio.
A partir desses dados, Lula chegaria ao fim do primeiro turno, na avaliação do cientista político Dawisson Belém Lopes, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, com uma vantagem de cerca de 8 milhões de votos sobre o adversário, a indicar o tamanho da dificuldade enfrentada pelo bolsonarismo no segundo turno.
Diante disso, da possibilidade real da vitória de Lula, é melhor conturbar o ambiente, criar uma crise institucional, violentar a democracia, usurpando direitos do Executivo, como nesse caso da determinação da saída do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em princípio só possível por decisão do governo federal.
André Mendonça quer melar o jogo o quanto mais puder, enxovalhar as instituições, inclusive o STF, desgastado por ele próprio ao sentar em cima do caso Dark Horse e assim proteger o candidato dele, como está evidente.
O presidente do STF deve agir rápido, sob pena de graves danos à democracia, à lisura do bom direito, atingido principalmente pelo comportamento de Mendonça.
Num longo percurso, derrotamos a ditadura depois de 21 anos de mortes, de terror. Superamos, em eleições livres, os quatro anos de genocídio durante a pandemia, o desgoverno, o fim das políticas públicas distributivas. Aniquilamos o golpe de 8 de janeiro, com a reação do presidente Lula, das demais instituições, inclusive do STF.
Não podemos permitir a volta da barbárie, do crime organizado ao poder. Não vamos abrir mão de nossa soberania em favor dos EUA, como manifestamente pretende o adversário. Arregaçar as mangas, ir à luta, enfrentar o golpe, não descansar dia nenhum, e conquistar a vitória em 4 de outubro. Vamos vencer.



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