Condenado por canibalismo, líder dos Canibais de Garanhuns atua como pastor na cadeia
Gerada por IA No Brasil, cadeias e presídios se tornaram um dos maiores campos de expansão das igrejas evangélicas. Um dos casos mais conhecidos é o de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, líder dos chamados “Canibais de Garanhuns” (PE), condenado por assassinatos, esquartejamento e canibalismo.
Segundo as investigações, Jorge e suas cúmplices matavam mulheres e utilizavam a carne humana para produzir e vender salgados, como coxinhas e empadas. Mesmo cumprindo pena por um dos crimes mais chocantes da história do país, ele se converteu e passou a atuar como pastor evangélico dentro do sistema prisional de Pernambuco, chegando a pregar em cultos para outros detentos.
Vídeos de suas pregações circularam nas redes sociais e chamaram a atenção pelo contraste entre o passado criminoso e o novo papel religioso. Atualmente, Jorge está cego enfrenta graves problemas de saúde e tenta obter prisão domiciliar humanitária, pedido que recebeu parecer contrário do Ministério Público de Pernambuco.
O caso é frequentemente citado por críticos do sistema prisional e do modelo de evangelização nas cadeias. Em tom de ironia, muitos afirmam que o canibal de Garanhuns só não será candidato conservador nas próximas eleições por que continua preso por homicídio e canibalismo. Quando se observa a quantidade de presos que deixam a cadeia ostentando título de pastor, há quem diga que alguns presídios brasileiros funcionam quase como uma faculdade de formação religiosa.




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