Bahia intensifica vigilância epidemiológica e vacinação para evitar reintrodução do sarampo
Estado reforça monitoramento de casos suspeitos e orienta população a atualizar a caderneta de vacinação diante de registros da doença em países vizinhos
📸: Divulgação A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) intensificou as ações de vigilância epidemiológica e o incentivo à vacinação contra o sarampo para prevenir a reintrodução do vírus no estado. A medida busca identificar possíveis casos suspeitos precocemente e evitar a transmissão da doença, diante de registros recentes em países vizinhos e de casos importados na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
De acordo com a Sesab, a estratégia é coordenada pela Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa) e envolve o monitoramento de notificações, a investigação de casos suspeitos, a busca ativa de pessoas com sintomas compatíveis e o acompanhamento de contatos. Quando necessário, também são realizados bloqueios vacinais para reduzir o risco de transmissão.
Casos registrados na região de fronteira acendem alerta
Um informe epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), referente ao período de 1º de setembro a 6 de outubro de 2026, registrou 26 notificações de sarampo na região do Alto Solimões, no Amazonas.
Desse total, dez casos foram confirmados, cinco descartados e onze permaneciam em investigação. Segundo o documento, todos os casos confirmados foram importados, com local de infecção identificado no Peru.
O cenário reforça a importância da vigilância epidemiológica, especialmente diante da circulação internacional de pessoas e da possibilidade de o vírus chegar a regiões onde a transmissão endêmica foi interrompida.
Bahia não registra circulação endêmica desde 2020
Na Bahia, a circulação endêmica do sarampo foi interrompida em 2020, ano em que foram confirmados os últimos sete casos da doença no estado.
Desde então, a manutenção de uma vigilância ativa e de coberturas vacinais adequadas é considerada fundamental para preservar essa condição e reduzir o risco de novos registros com transmissão local.
A integração entre as equipes de vigilância epidemiológica e os serviços de assistência à saúde também é essencial para identificar possíveis casos, acompanhar pessoas que tiveram contato com infectados e adotar rapidamente as medidas de prevenção e controle.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A Sesab reforça que a vacinação é a principal medida de proteção contra o sarampo. Por isso, a orientação é que a população confira a caderneta de vacinação e procure uma unidade de saúde para verificar se as doses estão atualizadas, conforme a idade e o histórico vacinal.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de partículas respiratórias. Entre os principais sintomas estão:
Febre;
Manchas vermelhas pelo corpo;
Tosse;
Coriza;
Conjuntivite.
Ao apresentar esses sinais, a recomendação é procurar um serviço de saúde e informar à equipe sobre os sintomas, possíveis contatos com pessoas suspeitas ou confirmadas e viagens recentes para locais com circulação do vírus.
A notificação rápida permite que os profissionais iniciem a investigação epidemiológica e adotem as medidas necessárias para evitar a disseminação da doença.
Brasil mantém certificação de país livre da circulação endêmica
O Brasil segue oficialmente certificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo.
Essa condição, no entanto, não elimina o risco de casos importados nem a possibilidade de transmissão quando o vírus encontra pessoas suscetíveis.
Diante desse cenário, a Sesab destaca que manter a vacinação em dia, fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir uma resposta rápida dos serviços de saúde são medidas fundamentais para proteger a população baiana e evitar o restabelecimento da transmissão da doença no estado.



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